26 de outubro de 2011

Quetão de simpatia

Como na UFABC não temos turmas, acabamos conhecendo dezenas de pessoas de "vista", outras dezenas viram nossos colegas e alguns poucos conhecemos de verdade.
O lado bom é que ninguém tem problemas de popularidade. por onde quer que você passe sempre vai ter alguém conhecido para te acenar e dar um oi.Outro lado bom é que depois de uma certa quantidade de quadrimestres vai ficando cada vez mais difícil de você cair numa sala em que não conheça absolutamente ninguém.
Agora, a minha grande dificuldade com tudo isso é saber quem eu conheço, de onde e porque. Várias vezes eu estou andando no corredor e percebo que vou cruzar com alguém de cara familiar e então penso: "devo dizer oi?", "um aceno com a cabeça já basta?", "eu conheço mesmo essa pessoa?", "será que já falei com eal ou apenas a vi em alguma classe?". Eu nunca sei se já sou "íntima" o suficiente para cumprimentar a pessoa de verdade, ou se ela me acha desconhecida o suficiente para passar reto sem dizer nada.
Eu já cumprimentei pessoas que me ignoraram com cara de "quem é essa doida?", já passei reto por pessoas que eu acho que deveria ter cumprimentado.
uma vez entrei no 1º dia de aula de FeMec e escolhi um lugar na parede. Um garoto no meio da sala acenou para mim. Eu não fazia ideia de quem fosse e aquilo em pegou tão  desprevenida que eu não respondi e olhei pro lado pra ver se era comigo mesmo. óbvio que ele nunca mais falou ou acenou para mim. Passei aquela aula inteira pensando quem era aquele garoto e só então me dei conta de que ele estava no meu grupo de Lab quando fiz FeMec a primeira vez um ano antes. Que brexa.
Acho então que a solução na UFABC é cumprimentar a todos. Se você não conhece a pessoa não faz mal, pelo menos ela se sentirá cumprimentada. Melhor me passar por doida que por antipática.

Glossário:
FeMec: Newton levado ao extremo.
Lab: Aulas práticas de Laboratório.
Lab de FeMec = bater carrinhos de várias maneiras 

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